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Teólogo diz que a “Bíblia não é homofóbica” e foi interpretada errada

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O tradutor e intérprete, Renato Lings decidiu fazer um doutorado em teologia na University of St Mark & St John, no Reino Unido, sobre a questão da homoafetividade na Bíblia.
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O estudioso ficou preocupado quando viu que “havia muitos detalhes por examinar” na Bíblia, conforme contou em entrevista à agência espanhola Efe, numa altura em que o debate sobre a homossexualidade na Igreja Católica está no centro dos debates.
Lings decidiu iniciar uma extensa pesquisa académica e descobriu que “o mito” que a Bíblia censura a homossexualidade se deve a “uma má tradução para o grego do antigo testamento”.
O teólogo disse ter encontrado ambiguidades em alguns termos das escrituras em hebraico e grego. “Eram termos opacos”, que não se sabe o seu significado “a 100 por cento”.
Segundo Renato Lings, que trabalhou como professor na Universidade Bíblica Latino-americana, na Costa Rica, este entendimento errôneo foi motivo de discriminação e perseguição ao longo da história, preocupando-o que este “mito” ainda seja amplamente aceito em alguns setores da comunidade cristã.
Por esse motivo, a sua tese e o seu trabalho tentam “desconstruir esse mito”, e questionam a “orientação tendenciosa do cristianismo” que perpetua “a interpretação mais repressiva” das escrituras que, afirmou, “não é exata e é muito temerária”.
“Ando a estudar esta questão há 15 anos”, assegurou, atribuindo à tradição cristã o ensino de que “a Bíblia rejeita os homossexuais”.
No Sínodo sobre a família, que terminou há uma semana no Vaticano, o papa Francisco reafirmou no documento final que os homossexuais não devem ser discriminados, embora tenha reiterado que a união entre pessoas do mesmo sexo “não pode ser nem remotamente” comparada com o casamento entre um homem e uma mulher.

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